terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Cintilantes ...


Por que voltar...
Se as horas estão sãs, e a distância é caminho relativo?
Se já ceifaram aquelas rosas? Se já destruímos alguns relógios?
Se meus caprichos sufocaram –se e se quebrei os meus pulsos ao rezar?
Se o sono ridiculariza aquelas noites? Se aquelas luzes são pusilânimes?
Por que se a chuva borrou todo os matizes e engoliu a infância? Se ainda sou a mesma criança, em páginas rasgadas?
Se os acordes se corromperam, a poesia desmaiou? Se não recordam a sinfonia?
Se não se dança mais a ciranda iluminada do desespero? E se as cores tácitas não volvem com as estações?
Tudo, tudo por aquele estranho...Aquele de olhos cintilantes
...

4 comentários:

Anônimo disse...

Como o combinado, estou aqui para fazer uns comentários de algumas interpretações que eu fiz... Comecemos então!

"Se já ceifaram aquelas rosas? Se já destruímos alguns relógios?"

Achei que há um choque quando fala de ceifar as rosas... Porque ceifar lembra a morte, algo asqueroso, e rosas lembra a beleza.
Sobre destruir alguns relógios, é possível dar uma olhada mais adentro, não no sentido literal, mas no sentido de "destruir o tempo", parar o tempo, não querer que ele exista, sendo que é algo impossível de acontecer...

"Se os acordes se corromperam, a poesia desmaiou? Se não recordam a sinfonia?"

Os acordes deram um certo ar de vitalidade à poesia, pensamos por exemplo em corda, que vem seguida de fibra, viajando mais ainda, chegamos às fibras do coração... Agora imagine um coração com suas cordas rompidas... (Viagem, não?)
E o recordam, ficou no sentido de consertar, já que elas foram rompidas antes.

"Se não se dança mais a ciranda iluminada do desespero?"
Ficou totalmente paradoxal essa "ciranda iluminada do desespero", ciranda é alegre, feliz, inocente, como colado acima, iluminada... Então chegou o desespero! Imagine uma ciranda de desespero!

"Aquele de olhos cintilantes..."
Depois de tanta escuridão no poema, finalizou com o brilho cintilante, usando uma frase clichê, compariria com "uma luz no fim do túnel".

Diria que este poema de abertura ficou muito bom! Espero para ver os que vêm a seguir!

Beijo, Taisa!

Lipe

PH Acupuntura disse...

Confesso que n entendi ao fundo o que o texto passa... embora dê p/ se deduzir pela primeira e a ultima linha...

O passado talvez possua sim lembranças dolorosas pelas quais n gostariamos de passar mais... mas pensamos assim até achar algo q nos leve a perceber q valeria a pena cometer todos os erros novamente apenas por aquela "pequena" coisa...

Unknown disse...

Oi Taisa, estou aqui para comentar o seu poema, como sempre é algo paradoxal... mas lindo, inteligente, são feitos para pessoas sensiveis, apenas poucos são capazes de sentir a sua emoção na suas palavras muito bem utilizadas como sempre!
Parabéns. Adorei.
grande bjo.
Lílian.

otto M disse...

Pequena menina, estou aqui para te cobrar mais textos! Não demora a escrever, não!

Beijos